Opep+ deve manter cotas de petróleo de novembro inalteradas
Delegados esperam que o grupo ratifique o roteiro atual na reunião de domingo, com milhões de barris de produção do Oriente Médio ainda fora de operação
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Mapa: Oriente Médio, com Yanbu, Jizan, Najran
Membros da Opep+, liderados por Arábia Saudita e Rússia, devem manter inalteradas as cotas de produção de petróleo para novembro. Delegados esperam que o grupo ratifique o roteiro atual na reunião de domingo. Milhões de barris de produção do Oriente Médio permanecem fora de operação.
A manutenção das cotas prolongaria um padrão que o grupo vem seguindo nas últimas reuniões, mantendo as cotas estáveis em vez de ajustar as metas de produção. A Opep+ já havia sinalizado, bem antes desta semana, que nenhuma mudança de política estava a caminho, de modo que a confirmação na reunião de domingo diria pouco aos traders que eles já não soubessem.
A história mais movimentada tem sido no terreno, não no comunicado. A mídia saudita informou explosões em Yanbu, Jazan e Najran na segunda-feira. O oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita retomou as exportações após reparos no mesmo dia, com os fluxos de volta perto de 3,5 milhões de barris por dia e os carregamentos em Yanbu sendo retomados. As exportações de petróleo do Irã despencaram sob um bloqueio naval dos EUA, mesmo com as exportações sauditas e iraquianas se recuperando.
Nesse contexto, uma decisão de cotas inalteradas tem pouco peso. A variável que de fato tem movimentado os preços são os ataques houthis e a rapidez com que a infraestrutura danificada é reparada, um fator que a decisão sobre cotas não toca. Com as exportações sauditas e iraquianas se recuperando mesmo com o colapso dos fluxos iranianos, o mercado físico tem se saído melhor do que o risco nas manchetes sugere, o que torna a manutenção de rotina da Opep+ neutra na melhor das hipóteses, e possivelmente um sinal de que a oferta não é a restrição que está guiando o mercado no momento.