Bessent diz que Tesouro apoiou políticas cambiais do Japão
O secretário do Tesouro descreveu o apoio como um gesto nominal, após semanas de ação coordenada sobre o iene
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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o Tesouro americano sinalizou apoio às políticas japonesas, descrevendo o gesto como um valor nominal, e não um novo compromisso financeiro.
A declaração vem após um período de coordenação incomum entre Washington e Tóquio em relação ao iene. O Japão gastou 15,4 trilhões de ienes, cerca de US$ 96,5 bilhões, para defender sua moeda entre 30 de julho e 26 de agosto, recorde para esse intervalo, segundo dados do Ministério das Finanças do Japão citados pela CNBC. Uma foto da Reuters havia mostrado anteriormente um bloco de anotações de Bessent com os dizeres "Buy Japanese Yen (JPY) $5-10 bil", embora o Tesouro não tenha divulgado o tamanho de qualquer contribuição americana. A CNBC informou que a intervenção do fim de julho marcou o primeiro esforço conjunto EUA-Japão de compra de ienes desde 1998.
Bessent já havia dito que os EUA fariam "o que for preciso" para apoiar a estabilização da moeda japonesa, descrevendo isso como um benefício para a economia americana e o contribuinte, segundo a Reuters. Ele também disse que a intervenção sozinha não consegue definir a direção do iene, e que o Japão precisa de políticas monetária e fiscal que a reforcem. A Roic News informou que ele espera que Tóquio combine essas políticas com intervenção antes da reunião do Bank of Japan de 17 e 18 de setembro, vista como um teste sobre se o banco central vai elevar os juros e seguir normalizando a política monetária. Separadamente, Bessent tem pressionado o governo japonês a dar mais espaço ao Bank of Japan para combater a inflação, argumentando que isso já havia ajudado a levar as ações japonesas a máximas recordes, segundo reportagem citada pelo mexc.com.
Para os mercados, a declaração acrescenta uma nota mildly positiva à relação entre EUA e Japão, mas não sinaliza qualquer mudança na estratégia do Tesouro americano. Bessent tem passado as últimas semanas enfatizando a força da economia dos EUA, o bom funcionamento das operações do Tesouro e a resiliência do dólar, e um endosso nominal à política japonesa não altera nenhum desses temas.