FAA atrasa aprovação do Boeing 737 Max 10 por problema de software
O regulador está estudando um problema no computador de gerenciamento de voo dias depois de a Boeing dizer que os testes na aeronave estavam concluídos
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Atualizaçãosegunda-feira, 28 de setembro de 2026 às 15:30 ET
A WestJet disse que usa a versão 14.1 do software, a mesma agora sob análise da FAA, em seus jatos Boeing 737 Max e que está trabalhando com a Boeing sobre o problema relatado
Atualizaçãosegunda-feira, 28 de setembro de 2026 às 15:30 ET
O administrador da FAA confirmou que o problema de software vai atrasar a certificação do Max 10, embora a duração do atraso ainda não esteja clara. O administrador também disse que os pilotos mantêm o controle da aeronave durante as arremetidas, apesar do problema no computador de gerenciamento de voo.
A Federal Aviation Administration vai atrasar a aprovação do Boeing 737 Max 10 enquanto estuda um problema de software, segundo a Bedford.
O problema está centrado na função de navegação vertical do computador de gerenciamento de voo, que pode deixar os pilotos sem orientação automatizada de voo em determinados cenários de pouso, incluindo situações de arremetida, segundo o The Air Current e a SupplyChainBrain. A Boeing disse que identificou o problema e que os engenheiros estão trabalhando em uma atualização de software permanente, enquanto a FAA está convocando um Corrective Action Review Board para determinar se há uma preocupação de segurança de voo, informou a Bloomberg via SupplyChainBrain.
O atraso ocorre justamente quando o Max 10 parecia próximo da certificação. O presidente-executivo da Boeing, Kelly Ortberg, disse em 16 de setembro que os testes de voo da aeronave estavam concluídos e que o programa estava em sua fase final de documentação junto à FAA, segundo a AeroXplorer. O Max 7, que usa a mesma configuração de software, já detém seu certificado de tipo da FAA, concedido em agosto, e a Boeing está se preparando para iniciar as entregas aos clientes dessa aeronave; não está claro se o problema de software afetará esse cronograma, informaram a AeroXplorer e a Aviation Week.
A Alaska Airlines, que encomendou 105 dessas aeronaves com opções para mais 35, disse em 26 de setembro que está em contato com a Boeing e a FAA e continuará trabalhando com ambas enquanto avaliam a questão, informou a Airways Magazine. Dois dias antes, antes de o problema de software vir à tona, o diretor de operações da Alaska, Jason Berry, disse que a companhia esperava a certificação até o fim de setembro e a primeira entrega na primavera de 2027, com o início do serviço de passageiros entre abril e meados de maio de 2027, segundo entrevista à Reuters citada pela Airways Magazine. Não seria o primeiro atraso desse tipo: a Boeing informou parlamentares em março de 2024 que um problema separado de anticongelamento do motor atrasaria em até um ano a certificação do Max 7 e do Max 10.
O atraso contraria o cronograma de certificação que a Boeing e a Morgan Stanley repetidamente disseram ser iminente, e ocorre num momento em que a Ryanair planeja entregas do Max 10 na primavera e os pedidos da Turquia, Bangladesh e outros clientes continuam a crescer.