Giorgetti diz que consenso na UE avança sobre imposto extraordinário sobre lucros de energia
Ministro das Finanças da Itália aponta apoio crescente entre os países-membros a um imposto sobre os lucros das empresas de energia
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O ministro das Finanças da Itália, Giorgetti, diz que um consenso está se formando dentro da União Europeia em torno de um imposto extraordinário sobre o setor de energia.
Giorgetti vem defendendo essa posição há semanas. Em 22 de agosto, ele se juntou a ministros das Finanças da Alemanha, Áustria, Polônia, Portugal e Espanha em uma carta pedindo à presidência irlandesa da UE que adote uma abordagem comum, incluindo um possível imposto extraordinário, segundo a ANSA. Dias antes, em 16 de setembro, Giorgetti disse que os picos nos preços de energia ligados à guerra no Irã estavam agravando a situação e que esperava que mais países aderissem, informou a ANSA.
A ideia já foi testada uma vez. Em outubro de 2022, o Conselho da União Europeia acordou um imposto sobre lucros extraordinários em todo o bloco para o setor de combustíveis fósseis, apresentado como uma contribuição solidária temporária, segundo a Tax Foundation Europe. Esse mecanismo acabou arrecadando mais de € 26 bilhões em todo o bloco, bem acima da estimativa inicial da Comissão Europeia, de € 17,5 bilhões, segundo a Mondo Expat. Os ministros das Finanças da UE retomaram o tema em reuniões do Eurogrupo e do Ecofin em Dublin, em 18 e 19 de setembro, em meio à volatilidade persistente dos preços, informou a Euronews. O comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, disse que vários países-membros apresentaram a proposta e que ela continua fazendo parte das discussões da Comissão, ressaltando, porém, que cada país já pode impor esse tipo de imposto por conta própria, segundo a Euronews.
Um novo imposto extraordinário da UE aumentaria a pressão sobre as ações do setor de energia europeu, que já lidam com risco geopolítico e alta nos rendimentos dos títulos. O consenso descrito por Giorgetti aponta para um aumento da pressão regulatória, e não seu alívio, ainda que o momento e o alcance de qualquer novo imposto permaneçam indefinidos. Sem nenhum suporte de política compensatório à vista, o equilíbrio para o setor pende para o lado negativo.