Ampliação da recompra de títulos do Tesouro é noticiada, cargo de autoridade é contestado
PANews descreve plano para ampliar o programa, mas identifica a autoridade como o subsecretário do Tesouro Brooke, não o secretário do Tesouro
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A PANews informou que uma autoridade do Tesouro chamada Brooke apresentou planos para ampliar e aprimorar o programa de recompra de dívida do governo. O veículo identificou a autoridade como o subsecretário do Tesouro Brooke, não o secretário do Tesouro.
O programa cresceu em etapas ao longo do ano. Em 9 de setembro, o Tesouro elevou o tamanho máximo das recompras de suporte de liquidez de longo prazo de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação, um aumento válido até 4 de novembro, segundo comunicado do Tesouro. Isso veio após uma medida de 19 de agosto, quando o Tesouro dobrou o tamanho das recompras de prazos mais longos, mudança que, segundo a Bloomberg, foi depois triplicada para até US$ 6 bilhões por operação em 9 de setembro. O Tesouro afirmou que dará mais detalhes sobre os tamanhos futuros das recompras em seu próximo Quarterly Refunding, em 4 de novembro.
A expansão de 19 de agosto teve como alvo os títulos de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos, segmento que, segundo a CNBC, vinha sofrendo uma greve de compradores desde o fim de junho. Os mercados reagiram naquele dia: o rendimento dos títulos de 10 anos fechou em queda de 5,7 pontos-base, a 4,647%, e o de 30 anos caiu 9 pontos-base, a 5,196%, informou a CNBC, com os futuros de ações em alta. A Bloomberg informou que a triplicação de 9 de setembro não conseguiu mexer com o mercado de títulos do Tesouro, de US$ 32 trilhões, em meio a uma disparada nos preços do petróleo.
Um programa de recompra ampliado se encaixa no padrão já estabelecido de gestão de dívida do Tesouro, mas não muda o quadro mais amplo enfrentado pelos investidores em renda fixa. O rendimento dos títulos de 10 anos está em 5% e os rendimentos de prazos mais longos estão perto das máximas de vários anos, e nesse contexto as recompras seguem sendo um instrumento marginal diante das forças estruturais que pressionam os juros para cima, incluindo a incerteza sobre a demanda estrangeira nos leilões recentes. O posicionamento diante dessa notícia é neutro.